Serpentes
No Rio Grande do Sul existem duas famílias de serpentes de importância médica: Viperidae e Elapidae. A família Viperidae compreende as espécies Bothrops sp., também conhecidas como “jararacas”, e Crotalus sp., representada pela cascavel. A família Elapidae agrupa as serpentes da espécie Micrurus sp., as corais-verdadeiras.
Os acidentes botrópicos são aqueles causados pelas serpentes do gênero Bothrops sp., sendo as mais comuns a jararaca (Bothrops jararaca), a cruzeira (Bothrops alternatus) e a jararaca-pintada (Bothrops pubescens). Eventualmente, ocorrem acidentes com outras duas espécies mais raras, a Bothrops diporus e a Bothrops cotiara.
A jararaca-pintada, Bothrops pubescens, é a serpente de maior distribuição no estado e a espécie mais reativa de todas as descritas, sendo a responsável pelo maior número de acidentes. Em seguida estão: B. jararaca, B. alternatus e B. diporus. O envolvimento da B. cotiara em acidentes é raro, visto que são encontrados poucos exemplares desta serpente na natureza.
Observa-se a maior distribuição dos acidentes nos meses de calor e grande redução nos meses de inverno. A demanda por soro antibotrópico acompanha essas tendências. A variação sazonal ocorre pelas características das serpentes, que, durante o inverno, permanecem abrigadas do frio. Quando inicia a primavera, os animais buscam o calor, alimentos e parceiros reprodutivos. Conforme transitam mais pelo ambiente, as serpentes eventualmente encontram o ser humano e podem se envolver em acidentes.




