Animais Sinantrópicos
São populações que interagem com a população humana, podendo lhe causar transtornos significativos de ordem econômica ou ambiental, ou representar riscos à saúde pública. Também podem utilizar recursos de áreas antrópicas, de forma transitória em seu deslocamento, como via de passagem ou local de descanso; ou permanente, utilizando-as como área de vida.
Pomba-doméstica
A pomba-doméstica foi introduzida no Brasil no século XVI. É considerada uma espécie sinantrópica nociva em todo o território nacional, entretanto no Rio Grande do Sul é determinada como uma espécie exótica invasora que acabou tornando-se uma praga.
São encontradas normalmente em centros urbanos e áreas de grande movimentação como parques e praças públicas sendo um risco, pois as gramas e areias desses recintos podem conter fezes e parasitas destes animais.
Possuem cabeça pequena e redonda com um bico fraco, alimentam-se de grãos e sementes, entretanto, em áreas urbanas seus hábitos alimentares são generalizados. Usualmente utilizam variados locais como abrigo desde prédios com ornamentações, beiradas de telhados e diversos outros, permitindo a criação de ninhos ou repouso de aves durante o período noturno e diurno.
São reservatórios de doenças como Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses (Encefalite de Saint Louis, Encefalite Equina do Leste e Oeste), Meningites e Influenza humana por novo subtipo viral. Além destas, diversas outras doenças negligenciadas estão intimamente associadas a presença destas aves.
- Guia de manejo e controle de Pombas-domésticas (2018)
Rato e camundongo
Das espécies sinantrópicas, a ratazana (Rattus norvegicus), o rato de telhado (Rattus rattus), e o camundongo (Mus musculus), são particularmente importantes por terem distribuição cosmopolita e por serem responsáveis pela maior parte dos prejuízos econômicos e sanitários causados ao homem. Esses animais podem participar do ciclo de inúmeras doenças transmitidas aos homens e gera um alerta para a ocorrência principalmente da leptospirose.
A participação e o envolvimento da população na educação em saúde e noções de manejo ambiental também são pontos-chaves no controle desses roedores.
Mais informações em Leptospirose.
Morcego (não hematófagos)
Os morcegos são animais silvestres que se adaptaram às áreas urbanas, utilizando recursos de forma transitória ou permanente, o que pode ser explicado devido às condições encontradas nos ambientes urbanos, como a oferta de abrigos e alimentos (insetos e frutos). São considerados pela legislação ambiental brasileira como animais sinantrópicos (Instrução Normativa IBAMA nº 141/2006). A proximidade destes animais (morcegos) com a população humana tem causado preocupação ao longo dos anos por parte da Vigilância em Saúde, principalmente pelo fato de que, além da raiva, os morcegos podem carrear outras doenças de relevante interesse para a saúde pública.