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Leishmanioses

As leishmanioses são zoonoses de transmissão vetorial que ocorrem predominantemente em populações de baixa renda e países subdesenvolvidos. São causadas por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania. As leishmanias são transmitidas entre hospedeiros mamíferos, principalmente, pela picada de fêmeas de insetos denominados flebotomíneos.

O ciclo de transmissão ocorre quando o vetor ingere células contendo o parasito em sua forma amastigota, durante a hematofagia. No organismo do vetor, as leishmanias se multiplicam e evoluem até sua forma flagelada infectante a qual poderá ser inoculada em outro hospedeiro durante novo repasto sanguíneo, invadindo macrófagos, se multiplicando e causando as diferentes patogenias.

Os vetores nas leishmanioses, os flebotomíneos, são insetos pertencentes à ordem Diptera, família Psychodidae, subfamília Phlebotominae. São caracterizados pelo pequeno porte, corpo delgado, pernas esguias e asas alongadas, estreitas e pilosas, que permanecem eretas quando em repouso. A ovispostura e o desenvolvimento das formas imaturas ocorrem no solo, em matéria orgânica. De hábitos noturnos e crepusculares, permanecem durante o dia em tocas de animais, ocos de árvores, fendas e outros abrigos.

Algumas características de reprodução, alimentação, dispersão e comportamento dos flebotomíneos podem variar consideravelmente entre as espécies e influenciar diretamente na epidemiologia das diferentes leishmanioses.

Espécies do gênero Leishmania possuem a capacidade de infectar múltiplos hospedeiros, podendo ser encontrados na natureza em diferentes espécies de mamíferos. Quando a espécie hospedeira exerce um papel essencial como fonte de infecção para o vetor e na manutenção do parasito no ambiente, ela é considerada um reservatório.

As leishmanioses apresentam amplo espectro clínico, podendo comprometer a pele, mucosas ou vísceras. Os sinais clínicos variam de acordo com a espécie de Leishmania e a resposta imune do paciente. A Leishmaniose Visceral é a forma mais grave, apresentando alta letalidade quando não tratada. A Leishmaniose Tegumentar pode ser cutânea, caracterizada por uma ou mais lesões na pele, ou mucocutânea, caracterizada por lesões destrutivas nas mucosas, principalmente das vias aéreas superiores.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde