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Escorpiões

escorpião

No Rio Grande do Sul há diversas espécies de escorpiões, sendo que a maioria é de baixa toxicidade. Já o Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é o responsável pelos acidentes de alta toxicidade e que, em alguns casos, necessidade de tratamento com soro antiescorpiônico ou antiaracnídico. O escorpião-amarelo é exótico no estado, sendo natural de Minas Gerais, e é provável que ele tenha se distribuído por todo o Brasil a partir do transporte humano rodoviário, em meio a produtos como verduras e legumes. Ao chegar em locais novos, se houver alimento (principalmente baratas), água e abrigo o T. serrulatus logo se adapta e se multiplica, tornando-se endêmico. Os principais grupos de risco para acidentes causados por escorpião-amarelo são as crianças e os idosos.
Até 2022, escorpião-amarelo já havia sido registrado em 36 municípios, mas na maioria houve a captura de um único exemplar, sem a multiplicação do animal. Por outro lado, no Rio Grande do Sul há sete municípios com infestação e ações de captura manual para controle da população: Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Horizontina, Três de Maio, Marcelino Ramos, Nova Bassano e São Sebastião do Caí. O controle químico de escorpiões não é indicado.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde