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Malária

A malária é uma doença infecciosa febril causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida ao ser humano através da picada de algumas espécies de mosquitos do gênero Anopheles infectados pelo parasita. É uma zoonose de distribuição mundial, sendo mais comum nos países tropicais e subtropicais. No Brasil, a maioria dos casos é concentrada nos estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), onde seu principal vetor é a espécie Anopheles darlingi, que reproduz em grandes reservatórios de água como lagos e tanques de peixe. O restante dos casos é transmitido na região extra-amazônica. Na região costeira do nordeste e sudeste do Brasil, a espécie Anopheles aquasalis atua como vetor, e tem a característica peculiar de viver em águas com grandes variações de salinidade. Na região costeira de Mata Atlântica do sul e sudeste do Brasil, os principais vetores são espécies do subgênero Kerteszia, como Anopheles cruzii, Anopheles bellator e Anopheles homunculus, que depositam seus ovos em bromélias.

Mapa do Brasil mostrando áreas de ocorrência de vetores da malária: região Amazônica (Anopheles darlingi), faixa costeira (Anopheles aquasalis) e Mata Atlântica (Anopheles cruzii, Anopheles bellator, Anopheles homunculus).
Distribuição geográfica das principais espécies vetoras de malária no Brasil. - Foto: Carlos et al. 2019 - A comprehensive analysis of malaria transmission in Brazil

Histórico da malária no Rio Grande do Sul

Os primeiros casos autóctones de malária no estado foram registrados entre 1928 e 1929, nos municípios de Torres e Osório, respectivamente.

A doença permaneceu endêmica até 1968, quando o Estado foi declarado área não malárica por uma comissão da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Campanha de Erradicação da Malária (CEM) e da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM), setor Santa Catarina, responsável pelas ações de controle da doença no Rio Grande do Sul.

Nos últimos anos, foram registrados casos isolados de malária: em Três Forquilhas (2014), Riozinho/Rolante (2019) e Maquiné (2020).

A vigilância ambiental da malária no estado do Rio Grande do Sul está baseada na vigilância entomológica de mosquitos vetores e detecção de plasmódios em Primatas Não-Humanos.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde