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Violência

A violência é definida como o uso intencional da força ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha possibilidade  de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação.  É qualquer ação dirigida a outrem, que cause prejuízos, danos físicos, sociais, psicológicos e/ou espirituais. Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que há relação clara entre a intenção do indivíduo que apresenta ou se envolve num comportamento violento e o ato ou a ação praticada.

Nas duas últimas décadas têm ocorrido um aumento importante dos estudos na área da saúde sobre a violência. Isso ocorre por conta do reconhecimento da dimensão do fenômeno como um grave problema de saúde pública, por sua alta incidência e pelas consequências que causa à saúde física e psicológica das pessoas que sofrem violência. Em 2002, a OMS definiu a violência como um grave problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos. Trata-se de um fenômeno complexo, que é fortemente influenciado por fatores sociais, ambientais, culturais, econômicos e políticos. Neste sentido as consequências da violência não se restringem ao campo da saúde, porém afetam de forma significativa este setor, uma vez que muitas vítimas adoecem, apresentam sequelas e demandam assistência/cuidado dos diferentes níveis de atenção à saúde.

Pessoas que sofreram abuso físico ou sexual, por exemplo, têm mais problemas de saúde do que as que não sofreram – em relação ao funcionamento físico, ao bem-estar psicológico e à adoção de futuros comportamentos de risco, inclusive fumar e inatividade física.

A mortalidade e a morbidade por causas externas relacionadas às situações de violência têm aumentado em nosso país. As causas externas são a principal causa de morte entre os jovens de ambos os sexos. No sexo masculino especialmente, entre as causas externas, a violência é a primeira causa de morte, atingindo principalmente homens entre 15 e 29 anos (estando o suicídio em segundo lugar se classificarmos as violências de acordo com sua tipologia).

A tipologia apresentada abaixo fornece uma estrutura útil para se compreender os complexos padrões de violência que ocorrem no mundo, bem como a violência na vida diária das pessoas, das famílias e das comunidades.

Artigo:  1906 - Vigilância da Violência no Rio Grande do Sul (. 443,61 KBytes)

Esse artigo apresenta a situação da violência contra as populações negra, LGBT, indígena e em situação de rua no Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio Grande do Sul expõe como a violência interpessoal/autoprovocada. Através da descrição de parte dos dados de violência interpessoal e autoprovocada registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no estado do Rio Grande do Sul durante os anos de 2014 a 2017. Para tanto envolveu atividades de uma equipe composta por servidores(as) públicos(as) de diferentes formações das áreas técnicas do estado, de professores(as) das instituições federais e, também, de estudantes pesquisadores(as).

Representa uma etapa das ações de pesquisa com financiamento público no âmbito do edital do "Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde - PPSUS" promovido em 2017 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e Ministério da Saúde. Com as colaborações interinstitucionais entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), articuladas pelo grupo de pesquisas denominado Saúde, Ambiente e Desenvolvimento (SAD) e tem registro no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com o apoio e parceria para execução deste projeto da Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul, do Departamento das Ações de Saúde (SES-RS/DAS) e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS).

O artigo será publicado no Boletim Epidemiológico v. 20, n. 1-2 mar./jun., 2018.

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Centro Estadual de Vigilância em Saúde