Coqueluche
Publicação:
- Tosse paroxística – tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (cinco a dez), em uma única expiração
- Guincho inspiratório
- Vômitos pós-tosse
- Cianose
- Apneia ou engasgo
- Tosse paroxística – tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (cinco a dez), em uma única expiração
- Guincho inspiratório
- Vômitos pós-tosse
Prevenção e controle
A principal medida de prevenção contra coqueluche é a vacinação. O Calendário Básico de Vacinação, preconizada pelo Ministério da Saúde, é de 03 doses com a vacina pentavalente (DTP + Hib + Hepatite B), um reforço aos 15 meses de idade, e um segundo reforço aos 04 anos de idade com a tríplice bacteriana (DTP). A imunidade pela vacina não é permanente, durando em média 5 a 10 anos e após este período a proteção pode ser pouca ou inexistente.
Outra estratégia utilizada na prevenção da coqueluche é vacinar todas as gestantes com a vacina tríplice bacteriana acelular tipo adulto (dTpa). Essa vacina deve ser administrada a cada gestação, a partir da 20ª semana até, preferencialmente, 20 dias antes da data provável do parto. A vacina dTpa também está indicada para profissionais e estagiários da área da saúde bem como para parteiras tradicionais.
A coqueluche é uma doença de notificação compulsória, suspeitos devem ser notificados e investigados, sendo ainda indicada a busca ativa de novos casos entre contatos próximos a ser realizada em residência, creche, escola e em outros locais que possibilitaram o contato íntimo com o caso.
A profilaxia dos contatos próximos está indicada e deve ocorrer no período de até 21 dias após a exposição. O esquema quimioprofilático é igual ao recomendado para tratamento de casos suspeitos/ confirmados de coqueluche.
Como grupos elegíveis para quimioprofilaxia estão:
- Pessoas que tiveram contato próximo com caso suspeito ou confirmado e que sejam vulneráveis (gestantes, imunocomprometidos, menores de 01 ano e portadores de múltiplas comorbidades).
- Contatos domiciliares que residem ou convivem no mesmo ambiente de um vulnerável.
- Pessoas com elevado potencial de transmitir a coqueluche para vulneráveis.
Quanto à vacinação dos contatos próximos de casos suspeitos/ confirmados, não deve ser realizada de forma indiscriminada, necessita seguir as indicações do Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunização – PNI.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado mediante o isolamento da B. pertussis de material colhido de nasofaringe pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real. A coleta do espécime clínico deve ser realizada antes da antibioticoterapia ou, no máximo, até 03 dias após seu início.
Para auxiliar na confirmação ou descarte dos casos suspeitos, pode ser realizado leucograma, que auxilia no diagnóstico da coqueluche, geralmente, em crianças e pessoas não vacinadas. No período catarral, pode ocorrer uma linfocitose relativa e absoluta, geralmente acima de 10 mil linfócitos/mm³. Os leucócitos totais no final dessa fase atingem um valor, em geral, superior a 20 mil leucócitos/mm³. A presença da leucocitose e linfocitose confere forte suspeita clínica de coqueluche, mas sua ausência não exclui o diagnóstico da doença, por isso é necessário levar em consideração o quadro clínico e os antecedentes vacinais. Em lactentes e pacientes vacinados e/ou com quadro clínico atípico, pode não se observar linfocitose.
O raio x de tórax é recomendado em menores de 4 anos de idade, para auxiliar no diagnóstico diferencial e/ou na presença de complicações. É característica a imagem de “coração borrado” ou “franjado”, porque as bordas da imagem cardíaca não são nítidas, em decorrência dos infiltrados pulmonares.
O tratamento e a quimioprofilaxia da coqueluche, atualmente, indicam como primeira opção a azitromicina e a claritromicina, macrolídeos mais recentes.
A azitromicina deve ser administrada uma vez ao dia durante 05 dias e a claritromicina, de 12 em 12 horas durante 07 dias. Os novos esquemas terapêuticos facilitam a adesão dos pacientes ao tratamento e, especialmente, à quimioprofilaxia dos contatos próximos. A azitromicina pode ser usada no tratamento das crianças com menos de 01 mês de idade. Nos casos de contraindicação ao uso da azitromicina e da claritromicina, recomenda-se o sulfametoxazol + trimetropin. A eritromicina ainda poderá ser usada, porém é contraindicada para menores de 01 mês de idade e nas situações em que ocorra intolerância ou dificuldade de adesão.
Materiais de Apoio:
Nota Técnica Conjunta nº 165/2025 - DPNI SVSA MS
Nota Informativa DVE/CEVS/SES-RS n° 22/2025