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Perguntas e respostas - vacinação pólio e sarampo

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A Campanha acontecerá no período entre 06 a 31 de agosto de 2018, com dia de divulgação e mobilização nacional (dia "D") em 18 de agosto, um sábado.

A população alvo desta campanha é composta por crianças de 1 ano a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).

A meta da campanha é vacinar 95% da população alvo com uma dose da vacina da pólio e da vacina tríplice viral. Embora a campanha seja focada nessas faixas etárias específicas, isso não significa que crianças mais velhas e com o calendário atrasado não possam ser vacinadas. Então, se o seu filho tem mais de cinco anos, mas ainda não tomou essas vacinas, não deixe de levá-lo a um posto de vacinação.

A recomendação é que todas as crianças nesta faixa etária sejam vacinadas contra a poliomielite e o sarampo, mesmo as que estão com o calendário em dia. Isso porque as vacinas também valem como reforço para quem já tomou.

Não. Na rotina, o esquema vacinal contra a poliomielite é oferecido para crianças menores de 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 anos). Adultos são vacinados somente se irão se deslocar a países onde a doença é endêmica (nesse momento, Afeganistão, Paquistão e Nigéria).

O esquema é composto por:

* Duas doses de tríplice viral para pessoas até 29 anos de idade.

* Uma dose de tríplice viral para pessoas entre 30 e 49 anos de idade.

* Profissionais de saúde devem receber duas doses independentemente da idade.

* Pessoas a partir de 50 anos (com exceção dos profissionais de saúde) só recebem a vacina se tiverem tido contato com um caso suspeito de sarampo é o que chamamos de bloqueio vacinal.

Crianças com doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina.

Para ambas as vacinas os indivíduos com história de reação anafilática à dose anterior da vacina ou a algum componente das mesmas, portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas e gestantes .

Em relação à vacina de poliomielite, não há contraindicação. Para a vacina de tríplice viral e tetraviral, crianças que apresentaram história de anafilaxia após a ingestão de ovo devem ser vacinadas em ambiente com suporte para atendimento de urgência e emergência, mas cabe ressaltar que a alergia não se constitui em contraindicação.

Pessoas que têm alergia à proteína do leite não devem receber a vacina tríplice viral do laboratório Serum Institute of India. Portadores de intolerância à lactose (açúcar do leite) não contra indica nenhuma vacina.

Sim, a história pregressa de doenças imunopreveníveis não se constitui em contraindicação.

Evitar a reintrodução do sarampo e da poliomielite, administrando uma dose extra para as crianças de 1 a menores de 5 anos, corrigindo prováveis falhas vacinais primárias, captando os não vacinados, e reduzindo o número de indivíduos suscetíveis.

Não. Ainda que a vacinação de Tríplice Viral, uma das vacinas utilizadas na Campanha de Vacinação contra o sarampo, seja recomendada na rotina até 49 anos, a Campanha é direcionada para crianças de 01 a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Esta vacina está disponível nos postos de vacinação durante todo o ano.

As vacinas utilizadas na campanha são vacinas seguras, testadas e aprovadas pelos órgãos reguladores da saúde no Brasil. Eventualmente, frente a uma suspeita de evento adverso pós-vacinação, o usuário deve buscar atendimento médico para receber orientações e tratamento, se necessário. Se o médico tiver acesso ao SIPNI (Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações) poderá realizar a notificação, caso contrário o usuário deve ser encaminhado para a unidade de saúde onde recebeu a vacina para que seja realizada a notificação. A unidade de saúde fornecerá posteriormente a notificação e a orientação frente ao evento.

Os Eventos Adversos Pós-Vacinais são raros em ambas as vacinas. No caso da vacina tríplice viral o evento mais frequente é a febre que se manifesta em cerca de 10% dos vacinados. Cefaleia e manchas na pele (exantema) podem ocorrer em menor frequência.

O Brasil tem cerca de 3.800 casos suspeitos de sarampo, 822 casos confirmados, inclusive com o registro de 05 óbitos. A maior parte foi notificada nos estados de Amazonas (519, 01 óbito) e Roraima (272, 04 óbitos). Porém, outros estados já registram confirmação de casos como Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Pará (02), São Paulo (01) e Rondônia (01). (Fonte: Ministério da Saúde, dados preliminares até 23/07/2018).

Os sintomas do sarampo são febre alta, acima de 38,5°C; exantema (erupções cutâneas vermelhas); tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

Sim. Complicações infecciosas decorrentes do sarampo podem levar à morte, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Como é uma doença extremamente contagiosa, a única forma de se prevenir é com a vacinação, que deve ser aplicada em duas doses: uma aos 12 meses e a outra, aos 15 meses. Em 2016, o Brasil foi considerado livre do sarampo e busca manter essa certificação.

Apesar da importância da vacinação, a cobertura vacinal contra o sarampo e a poliomielite têm caído no Brasil. No Rio Grande do Sul, também tem se observado está queda, em 2016 e 2017, a cobertura contra a 3ª dose de poliomielite em menores de 1 ano de idade, foi de 84,5% e 84,3% respectivamente, e em relação ao sarampo com a 1ª dose da Tríplice viral em crianças de 1 ano de idade foi de 90,5% em 2016 e 82,2% em 2017, muito abaixo da meta que é vacinarmos 95% das crianças nesta faixa etária.

Segundo especialistas e autoridades ligadas à saúde, há baixa adesão da população as vacinas de rotina do calendário de vacinação, assim com as campanhas. Eles apontam, como um dos motivos, a falsa sensação de que o problema estava erradicado

Não. Os adultos, especialmente, na faixa de 20 a 30 anos, devem ficar atentos. No passado, a vacinação contra o sarampo era feita aos 9 meses em apenas uma dose. É importante que os adultos tenham o seu esquema vacinal completo para a idade. Portanto, eles devem procurar o serviço de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. “Todos têm de saber o seu passado de vacinação e, na dúvida, se vacinar. Não tem overdose” receber um número maior de doses do que o recomendado não tem nenhuma contraindicação.

Centro Estadual de Vigilância em Saúde